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REGIÃO ELENCA PRIORIDADES PARA O PLANO DE CONCESSÕES

  08 de junho de 2021   JORNAL A HORA

Prevista para o fim de maio, a conclusão dos estudos que definirão o modelo de viabilidade de concessão das rodovias estaduais à iniciativa privada só ocorrerá neste mês. Enquanto isso, prefeitos e autoridades aguardam com certa preocupação o detalhamento dos investimentos previstos nos trechos que abrangem municípios do Vale do Taquari.

Os estudos são conduzidos pelo governo do Estado, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Assim que esta etapa for concluída, informações detalhadas serão apresentadas em audiências regionais e consultas públicas à comunidade, entre junho e julho.

A apreensão é perceptível na fala de gestores. Danilo Bruxel, prefeito de Arroio do Meio, espera que as demandas do município na ERS-130 sejam atendidas com a concessão. Caso contrário, a rodovia continuará saturada, sobretudo no trecho entre o município e Lajeado.

“Ainda não temos conhecimento do que está sendo negociado. Nós precisamos da duplicação e também de acessos novos, tanto na entrada da cidade como também em algumas empresas. Esses trechos precisam ser contemplados”, afirma.

Um dos principais motivos de preocupação, para Bruxel, é a previsão de realização do leilão em dezembro. “O espaço é muito curto. Se precisar, vamos mobilizar nossas lideranças. Não podemos esperar mais dois, três, cinco anos. Tem de ter um cronograma de obras”, salienta.

Além da ERS-130, outras duas rodovias que cruzam a região estão no pacote de concessões: a ERS-129 e a RSC-453 (Rota do Sol). Se busca, ainda, a inclusão da ERS-128, a Via Láctea, em Teutônia.

Antes da concessão

Com mais otimismo, o presidente da Câmara de Vereadores de Lajeado, Isidoro Fornari acredita que algumas obras possam sair do papel antes da concessão. Caso da passagem subterrânea sobre o trevo da BRF, no entroncamento da ERS-130 com a rua Carlos Spohr Filho.

“Estamos buscando a passagem inferior no local. Se não for contemplada antes, queremos incluí-la na concessão”, salienta Fornari, que atua também no Executivo. O município também tenta, junto à EGR, a construção de uma rótula e uma travessia na RSC-453, no bairro Floresta.

Esta é uma demanda antiga da comunidade. Conforme o presidente da Associação de Moradores do Bairro Floresta, Jaime Valmir Borger, os primeiros pedidos foram protocolados há quase dez anos. O principal problema é que a Escola Municipal Pedro Welter está de um lado da rodovia e a maior parte dos alunos moram do outro lado.

Nesse período, segundo Borger, a população do bairro mais do que dobrou e a tendência é que aumente ainda mais nos próximos anos, com o surgimento de novos loteamentos. “Já estamos no terceiro governo diferente pleiteando essa obra. Sem uma travessia segura, o perigo é grande, sobretudo no começo da manhã. A rodovia fica uma loucura”, alerta.

Demandas nos municípios menores

Além das obras previstas para as cidades mais populosas, municípios menores também se mobilizam pelo atendimento de suas demandas. Em Westfália, a preocupação com os acidentes no trevo de acesso, na Rota do Sol, levou o prefeito Joacir Docena a solicitar vias laterais.

“Temos o trevo e mais nada. Precisamos dessas vias até para evitar a entrada direta para dentro da rodovia. A quantidade de acidentes até diminuiu, mas precisamos desses acessos. É bom também para investimentos futuros, pois a periculosidade afasta empresas do local”, admite.

Em Vespasiano Corrêa, a luta é por uma rótula, organizando o fluxo na entrada do município. O pedido foi levado diretamente à EGR e ao secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella. “Nosso setor de engenharia se dedicou a este assunto e por isso apresentamos o projeto. Isso ajuda nós e todos os municípios que utilizam esta rodovia em sua logística”, afirma o prefeito Tiago Michelon.

“A duplicação é a principal demanda”

Integrantes da diretoria do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) terão reunião virtual na próxima terça-feira, 8, com a Secretaria Extraordinária de Parcerias do RS, onde serão repassados detalhes da concessão das rodovias.

“Nós teremos acesso sobre o que o Estado e o BNDES já produziram do estudo antes das audiências públicas”, salienta o presidente do Codevat, Luciano Moresco.

No começo do ano, o Codevat pediu aos municípios lindeiros informarem suas demandas para a confecção de um documento, que foi encaminhado ao Estado de forma virtual, em abril. Muitas delas estavam em um estudo de viabilidade técnica produzido em 2013, quando Moresco integrava o extinto Corepe. E, lá, já indicavam a necessidade de algumas obras.

“O estudo apontava trechos completamente saturados, com a necessidade de duplicação especialmente de Arroio do Meio até a entrada de Cruzeiro do Sul e, num segundo momento, de Encantado a Venâncio Aires”, comenta. A duplicação é, segundo Moresco, a principal demanda da região com a concessão das rodovias.

EGR